Prof. mestre Cesário Rui apresentando o capacete ELMO

Alunos dos cursos de Fisioterapia e Enfermagem do Centro Universitário Unigrande, participaram, na manhã desta segunda-feira (24), de aulas práticas de técnicas de terapia com uso do capacete ELMO no laboratório da instituição.

Sobre orientação do professor Me. Cesário Rui e apoio das professoras Natália Macêdo, Coordenadora do curso de Fisioterapia, Nilcineide Camurça e Ana Ofélia Portela, do curso de Enfermagem, o objetivo da aula foi proporcionar aos alunos os conhecimentos e habilidades das técnicas de manipulação do capacete ELMO – capacete de respiração assistida no auxílio fisioterapêutico em pacientes no tratamento da Covid-19.

As aulas práticas ministradas pelos cursos da área de saúde do Unigrande são essenciais, com isso os acadêmicos podem lidar com situações reais de todos os tipos de casos, pois futuramente terão maior facilidade para ingressar no mercado de trabalho e com grande experiência prática. Além disso, proporciona cenários clínicos próximo da realidade que eles vão encontrar nas unidades de tratamento intensivo.

No ambiente de aprendizagem, os profissionais vivenciam o contexto teórico e prático da aplicabilidade do Elmo. O exercício consiste em proporciona uma aprendizagem mais próxima da realidade. A técnica simula o trabalho no ambiente hospitalar com todos os elementos existentes para o tratamento da saúde do paciente. É também uma oportunidade para que os futuros profissionais possam dominar o assunto proposto e adquirir segurança na abordagem aos doentes.

Alunos e professores participam da aplicação prática do capacete

“O capacete ELMO é um dispositivo de suporte ventilatório não invasivo capaz de manter uma pressão positiva contínua nas vias aéreas através da oferta de alto fluxo de oxigênio e ar medicinal, reduzindo consideravelmente o esforço respiratório do paciente. O objetivo do ELMO é contribuir no tratamento de pacientes com insuficiência respiratória causada pelo coronavírus. A utilização de um mecanismo de respiração artificial não invasivo como o Elmo é fundamental para evitar a intubação de pacientes”, relata professor Rui.

O professor aponta a redução do desconforto respiratório como um dos principais benefícios associados à aplicação do aparelho. “O Elmo tem sido de grande importância por contribuir para a melhora do quadro respiratório dos pacientes com insuficiência respiratória aguda hipoxêmica, que é quando o pulmão não consegue captar oxigênio. Portanto, o aparelho tem ajudado no manejo desses pacientes, sem a necessidade de suportes invasivos com intubação, além de possibilitar um menor tempo de internação no hospital”.

 

Capacete Elmo: inovação cearense

O dispositivo foi inspirado na experiência de médicos italianos que usaram máscaras de mergulho no tratamento de pacientes com Covid-19 e no uso de ‘helmet’, capacetes hiperbáricos, utilizados em doenças de descompressão na Europa e nos Estados Unidos.

Prof. Cesário Rui, profª Natália Macedo (Fisioterapia), profª Ana Ofélia e Nilcineide Camurça (Enfermagem) participaram da aula prática.

Assim foi consolidada a força-tarefa que reuniu Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), ESP/CE e Funcap, com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/Ceará), a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Universidade de Fortaleza (Unifor), com o apoio do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) e Esmaltec. A união de especialistas da iniciativa público-privada transformou a idealização de um equipamento em um produto de menor custo que os respiradores e que pudesse ser produzido em larga escala no estado cearense.

Feito com silicone e PVC, o dispositivo foi desenvolvido para oferecer oxigênio em alto fluxo para o paciente internado. O equipamento envolve toda a cabeça do paciente e é fixado no pescoço em uma base que veda a passagem de ar. Com a aplicação de oxigênio e ar comprimido, o Elmo gera uma pressão positiva (em relação à pressão atmosférica) que ajuda pacientes com dificuldade de oxigenação.

Dessa forma, é indicado para o tratamento de pacientes com quadro clínico leve e moderado, mas também auxilia casos que começam a evoluir para gravidade, de modo a evitar também a intubação do paciente.

O capacete também proporciona que o gás carbônico não seja expelido no ambiente, o que é mais uma vantagem. Não havendo contaminação, o aparelho garante a maior segurança dos profissionais de saúde. Com sua produção firmada, dois anos foram reduzidos a três meses, período no qual o equipamento passou por concepção, desenvolvimento e consolidação do protótipo a partir dos testes de usabilidade para averiguar sua adequação e conforto em voluntários sadios. O próximo passo era testar sua eficácia em pacientes infectados pelo coronavírus.

 

Por Franzé de Sousa

Informações: Sec. de Saúde do Ceará

 

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