Carnaval Unigrande

Para muitos brasileiros o carnaval é o momento ideal para reunir os amigos, os crushes e curtir a folia com muita diversão. Para que a festa fique ainda melhor, e que não acabe mal, o ideal é tomar alguns cuidados, pois a falta de prevenção e excessos são responsáveis por sérios risco à saúde. Lembre-se: Divirta-se no carnaval, mas não brinque com a saúde.

Com objetivo de prevenir a disseminação das diversas formas de Infecções Sexualmente Transmissíveis – ISTs, a coordenação do curso de Enfermagem do Centro Universitário Unigrande, em parceria com o Posto de Saúde Sobreira de Amorim, realiza campanha de prevenção a ISTs, na manhã de quinta-feira (20), com a distribuição de preservativos, material informativo e vacinação contra Hepatite e Tétano. O Unigrande entende que a prevenção é a medida de mais segura e eficaz contra as Infecções Sexualmente Transmissíveis.

Infecções Sexualmente Transmissíveis – ISTs

De acordo com o Ministério da Saúde, muitas dessas infecções possuem fase assintomática e a pessoa nem sabe que tem e, quando apresenta sintomas, como lesões na região genital, elas podem facilitar a infecção pelo HIV.

O alerta é importante para toda a vida, mas nesse período de festas é importante reforçar as medidas de prevenção, pois as infecções transmitidas por relação sexual são causadas por mais de 30 vírus e bactérias que são transmitidas através do contato, sem o uso de camisinha, com uma pessoa que esteja infectada. Desta forma, abrir mão do uso do preservativo nas relações expõe a pessoa e os parceiros com as quais ela se relaciona. Por isso, o Ministério da Saúde reforça constantemente a necessidade de proteção, principalmente durante o período carnavalesco.

As ISTs geralmente causam lesões nos órgãos genitais, o que aumenta a vulnerabilidade para a pessoa adquirir o HIV. Sem contar que as IST, como sífilis, gonorreia e clamídia, por exemplo, podem causar morte, malformações de feto, aborto, dentre outras complicações. As infeções sexualmente transmissíveis também têm impacto direto na saúde reprodutiva e infantil, pois podem provocar infertilidade e complicações na gravidez e parto, além de causar morte fetal e agravos à saúde da criança.

Organizações alertam para o aumento de ISTs

Dados do Boletim Epidemiológico de Sífilis 2018, divulgado pelo Ministério da Saúde, mostram que a taxa de detecção de ISTs passou de 14,4 casos em 2012 para 58,1 em 2017 por 100 mil habitantes. Desde 2010 até junho de 2018 foram notificados mais de 470 mil casos.

A infecção pelo vírus HIV e casos de AIDS também aumentaram nos últimos anos, aponta outro boletim epidemiológico. De 2007 até junho de 2018, foram notificados 247.795 casos de infecção. O documento destaca que, entre os homens, observou-se um incremento na taxa de detecção na faixa de 15 a 19 anos, passando de três para sete casos, por 100 mil habitantes, entre 2007 e 2017. A maior taxa em 2017 foi de 50,9 casos entre eles, na faixa de 25 a 29 anos.

A Organização Mundial da Saúde – OMS – alerta para o fato de que diariamente no mundo mais de 1 milhão de pessoas são infectadas e que a falta de prevenção, principalmente durante os períodos festivos, tem sido responsável pela disseminação de doenças que remontam a idade média e cita a Sífilis como exemplo de doença que pode ser considerada uma epidemia justamente pela falta de prevenção e proteção dos indivíduos.

“Este é um alerta para um esforço conjunto, a fim de garantir que todos, em todos os lugares, possam acessar os serviços de que necessitam para prevenir e tratar essas doenças debilitantes”, disse Peter Salama, diretor-executivo para Cobertura Universal de Saúde e Curso de Vida da OMS.

Clique aqui e saiba mais sobre prevenção contra ISts no site do Ministério da Saúde.

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