Campanha de vacinação Unigrande

Brasil é o segundo país em número de casos da doença. Testes rápidos chegarão às UBS no segundo semestre, segundo o Ministério da Saúde

O Brasil vai aplicar testes rápidos para detecção da hanseníase nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), anunciou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em cerimônia alusiva à Semana de Mobilização Nacional de Hanseníase. A previsão é que os testes estejam disponíveis no segundo semestre de 2022, facilitando a detecção precoce e tratamento.

“É uma excelente notícias para a população brasileira e para todos os profissionais envolvidos nos esforços para a erradicação da doença”, afirma o conselheiro federal Vencelau Pantoja, que representou o Cofen no seminário “Desafios para Zero Hanseníase no Brasil: Integralidade, Humanização e Inovação”.

Pantoja destaca o impacto positivo da incorporação dos testes rápidos no SUS e a importância da Enfermagem para viabilizar o diagnóstico. “A Enfermagem representa mais da metade das equipes de Saúde e tem papel fundamental na vigilância epidemiológica da hanseníase, inclusive na realização dos testes rápidos, que vão permitir um tratamento mais célere, contribuindo para conter a transmissão”, afirma.

O Brasil é o segundo país em prevalência de hanseníase, atrás apenas da Índia. Antes conhecida como “lepra”, a doença afeta a pele e os nervos. Com o tratamento adequado, a partir da medicação e acompanhamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a hanseníase tem cura. A transmissão se dá pelo contato próximo e prolongado com pessoas sem tratamento afetadas pela doença na sua forma multibacilar. A partir do início do tratamento, a doença deixa de ser transmissível.

Não esqueça da hanseníase – O Cofen integra a campanha internacional Não Esqueça da Hanseníase, que chama a atenção para a importância da busca ativa, diagnóstico e tratamento durante a pandemia. No Brasil, a campanha é coordenada pelo Movimento pela Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), que manifesta preocupação com a redução dos diagnósticos neste período. Para o Morhan, essa diminuição é consequência da paralisação de políticas públicas de busca ativa e das dificuldades de acesso aos serviços de saúde.

Fonte www.cofen.gov.br

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