É com grande alegria que cumprimentamos pelo sucesso na aprovação no último Exame de Ordem. Sabemos do esforço despendido por cada um de vocês e esse é o coroamento de tantas horas dedicadas ao conhecimento, que a partir de agora começa a dar seus frutos. Nossos parabéns pela aprovação no exame da OAB!

Plácido Sampaio
Raimundo Adalberto Alves Junior
Edson de Sousa Lopes
Felipe Felisberto
Kairo de Souza Carvalho
Luiz Eduardo Façanha de Lima Silva
Márcia Santana
Paulo Jefferson
Rodrigo Gomes Barros
Sátiro de Alcântara
Thiago Aguiar
João Victor Gadelha da Costa
Iasmin Belém
João Victor dos Santos Terto
Jaime Varela
Francisco Jefferson
Bruna Nascimento Farias
Elias da Silva Coelho
Nataniel Costa
Ilan Queiroz
Felipe Felisberto
Felipe Fernandes

OAB – CE (História)

No dia 7 de janeiro de 1933, durante uma reunião realizada no prédio da Praça do Ferreira onde funcionava o Fórum de Fortaleza, conhecido como Solar do Pachecão, os advogados Edgar Cavalcante de Arruda, José Martins Rodrigues e Clodoaldo Pinto começaram a construir a história da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Ceará. A pauta da reunião era uma missão nobre que eles haviam recebido, através de oficio, do Instituto dos Advogados do Ceará: instalar a Seccional do Ceará da Ordem dos Advogados, que, a essa altura, já estava criada em algumas capitais.

Na ocasião, as primeiras iniciativas foram tomadas. Ficou decidido que os advogados Edgar de Arruda e Clodoaldo Pinto seriam, respectivamente, o presidente e o secretário provisórios. Logo eles baixaram editais convocando os advogados cearenses para a formulação do quadro da OAB-CE, que foi montado com 92 advogados, 21 provisionados e um solicitador (uma espécie de estagiário).

Formado o quadro, no dia 30 de março de 1933 foi realizada a primeira assembléia para compor a diretoria da OAB-CE, que ficou formada da seguinte maneira: Edgar de Arruda na presidência; Dolor Uchoa Barreira na vice-presidência; Francisco Sabóia na primeira-secretaria; Clodoaldo Pinto na segunda-secretaria; e José Martins Rodrigues na tesouraria. Esta é a data considerada como a de efetiva instalação da Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará.

O próximo desafio foi marcar uma nova reunião para a formação do Conselho da OAB-CE. No dia 20 de abril do mesmo ano, foi eleito o primeiro Conselho, formado por 10 advogados: além dos cinco da diretoria, os advogados Francisco de Menezes Pimentel, Clóvis Fontenelle, Gustavo da Frota Braga, Olinto Oliveira e Gilberto Studart Gurgel.

A OAB surge com o objetivo de congregar e defender os advogados, mas também de lutar pelo Estado Democrático de Direito. Já nessa época, a OAB-CE intervinha em várias questões estaduais e nacionais para beneficiar não só a categoria, mas o conjunto da sociedade. Nos anos da ditadura, por exemplo, a OAB-CE não se quedou ao regime ditatorial e sempre buscou o retorno do Estado Democrático de Direito, que sempre foi uma de suas maiores bandeiras.

Em 1964, quando se instalou o Regime Militar, a presidência da OAB-CE foi assumida pelo advogado Aderbal Freire. “Ele era um professor de Direito do Trabalho da Universidade Federal do Ceará, pessoa muito cautelosa e muito cuidadosa. O impacto da ditadura veio todo para ele. Havia preocupação, mas a OAB sempre lutou pela volta imediata do Estado Democrático de Direito”, afirmou Calvino Pereira da Silva, funcionário com mais de 45 anos de atividades na OAB-CE. No Ceará, não houve muita represália, mas foi registrado um atentado a bomba contra o Conselho Federal, no Rio de Janeiro, no qual uma secretária foi morta.

De 1933 até agora, a luta pelas liberdades e pelo Estado Democrático de Direito tem pautado o dia-a-dia da OAB-CE. Cada um dos 27 presidentes ofereceram sua contribuição para que essas bandeiras virassem prática cotidiana de todos os cidadãos cearenses.

Fonte: OAB-CE

 

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