Estudo aponta que Exercício é importante, pois o sedentarismo é uma das condições que agravam a Covid-19 por manter o corpo inflamado. 

Aimportância do exercício físico como fator de melhora da imunidade e seu possível efeito modulador das formas mais graves da Covid-19 foram avaliadas no artigo de revisão “The Relevance of a Physical Active Lifestyle and Physical Fitness on Immune Defense: Mitigating Disease Burden, With Focus on COVID-19 Consequences” (“A relevância de um estilo de vida ativo físico e aptidão física na defesa imunológica: atenuação da carga de doença, com foco nas consequências da COVID-19”), publicado no jornal científico Frontiers in Immunology. O artigo teve participação do médico e preceptor da Residência de Nefrologia do Hospital das Clínicas da UFPE/Ebserh/MEC, Geraldo Amorim.

“O sedentarismo é uma das condições que agravam a Covid-19 por manter o corpo inflamado. Essa inflamação crônica presente também em obesos, renais crônicos e diabéticos compromete a resposta imunológica, favorecendo não só a infecção pelo vírus, como também a hiperinflamação, responsável pela gravidade da Covid”, explica Amorim.

O artigo cita estudos que demonstram que o exercício feito de forma aguda ou crônica, atua como agente imunomodulador, ou seja, ele age equilibrando a resposta das células inumes contra os invasores, como o vírus da Covid-19, minimizando os sintomas. É importante pontuar a diferença entre o conceito de atividade física (qualquer ação diária que faz o corpo gastar energia, como subir escadas, lavar pratos, varrer a casa etc.) e o conceito de exercício físico, que é a atividade física repetida e periodizada por um profissional da área.

“Pesquisas demonstram que o exercício físico crônico reduz em até 30% as manifestações clínicas em infecções respiratórias, como a gripe, por exemplo. O exercício pode não impedir diretamente a infecção pelo novo coronavírus, mas pode atenuar o aparecimento das formas graves, como o acometimento pulmonar, pelo seu efeito anti-inflamatório”, salienta o pesquisador, que também é especialista em Medicina do Esporte.

A publicação defende a prática de exercícios durante a pandemia e durante o isolamento social, explicando os seus benefícios para a saúde física e mental e para a preservação da massa muscular, em especial em indivíduos idosos. “O exercício físico feito em casa ou ao ar livre libera substâncias analgésicas, sedativas e que promovem o bem-estar e melhoram a musculatura, órgão muito afetado pela Covid-19. A perda de massa muscular nesses pacientes é elevada, pioram a qualidade de vida e geram altos custos com a reabilitação desses indivíduos”, completa Geraldo Amorim.

O protocolo de exercício, recomendado pelo Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM, da sigla em inglês) e chancelado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), orienta de 150 a 300 minutos de atividade cardiorrespiratória de intensidade moderada a vigorosa e duas sessões de treinamento de força muscular por semana para a população em geral, com supervisão e periodizado.

“O importante, nesta pandemia, é conscientizar a população a começar a ‘se mexer’. Se o indivíduo é sedentário deve iniciar uma caminhada 30 minutos três vezes por semana e ir aumentando a quantidade de dias de forma gradativa. Essa pequena mudança já começa a trazer benefícios para a saúde”, afirma o médico.

O artigo científico foi coordenado pelo professor e pesquisador do Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika) da UFPE, Fabricio Souto, e contou também com a participação de Tayrine Filgueira, Angela Castoldi, Lucas Santos, Matheus Fernandes, Weydyson Anastácio, Eduardo Zapaterra e Tony Santos, todos pesquisadores da UFPE.

O artigo pode ser lido aqui.

Sobre a Rede Ebserh

O HC-UFPE faz parte da Rede Ebserh desde dezembro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Vinculados a universidades federais, essas unidades hospitalares possuem características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Devido a essa natureza educacional, os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.

Assessoria de Comunicação Social do MEC com informações da Ebserh

Foto Freepick

 

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