O isolamento social, medida emergencial adotada como forma de evitar a disseminação do coronavírus, é uma experiência jamais imaginada por nossa geração. Isso tem nos obrigado a conviver com mudanças bruscas na rotina diária.

No entanto, a medida, que tem funcionado como forma de garantir a segurança para a saúde do corpo, na maioria das vezes não tem o mesmo efeito para a mente. Antes do isolamento social as pessoas ocupavam o tempo com trabalho, estudos, reuniões com amigos e familiares, divertiam-se (praia, shopping, cinema). Agora, confinados dentro de casa, estão expostas a situações de pânico, esgotamento, medo entre outros problemas mentais.

Os efeitos do impacto desse período de isolamento na saúde mental das pessoas foram analisados pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

O estudo, que abrangeu outros oito estados, aponta um cenário preocupante. A análise mostra que os casos de problemas psicológicos tiveram um aumento de 80% no período.

De acordo com a pesquisa, as mulheres são mais propensas a sofrer com estresse e ansiedade durante o período de isolamento.

A pesquisa foi realizada pelo Laboratório de Neuropsicologia Cognitiva e Esportiva da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), em parceria com o Yale New Haven Hospital, nos EUA.

Foram entrevistadas mais de 1,4 mil pessoas, que responderam a um questionário on-line com mais de 200 perguntas. A pesquisa abrangeu 23 cidades de todas as regiões do país e foi didvidida em dois momentos: antes e depois do decreto com medidas restritivas do Rio, no dia 16 de março.

De acordo com o coordenador da pesquisa, professor Alberto Filgueiras, do Instituto de Psicologia da Uerj, os resultados sugerem um agravamento preocupante. “A prevalência de pessoas com estresse agudo na primeira coleta de dados foi de 6,9% contra 9,7%, na segunda. Para depressão, os números saltaram de 4,2% para 8,0%. Por último, no caso de crise aguda de ansiedade, vimos sair de 8,7% na primeira coleta para 14,9%, na segunda coleta”, ressalta.

Por outro lado, continua o professor, “a pesquisa sinaliza que quem recorreu à psicoterapia pela internet apresentou índices menores de estresse e ansiedade. Da mesma forma, aqueles que puderam praticar exercício aeróbico tiveram melhor desempenho do que os que não fizeram nenhuma atividade física, ou que praticaram apenas atividade de força”.

Pensando nos problemas emocionais que possam surgir nesse momento, o Centro Universitário Unigrande busca promover um atendimento diferenciado ao estudante, com acompanhamento psicológico através da modalidade online do Núcleo de Apoio Psicopedagógico (NAP).

Como explica a professora Ana Cristina Guilhon, psicóloga e coordenadora do Núcleo de Apoio Psicopedagógico (NAP) do Unigrande, “o atendimento de apoio psicológico ao aluno é um projeto que existe há muito tempo. O que a gente está fazendo é transportar para o atendimento online, para atender as necessidades extras causadas por essa quarentena”.

O objetivo do atendimento online é facilitar o atendimento ao aluno, buscando o bem estar de quem esteja passando por algum problema psicológico durante esse período de isolamento social.

Acesso

Para ter acesso ao atendimento psicológico online clique aqui.

Horário de atendimento:

Às quintas-feiras

08:00h às 11:30h
17:00h às 21:30h

 

Por: Franzé de Sousa

 

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