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O Brasil é o país com o maior número de universidades nas primeiras posições de um ranking de instituições latino-americanas compilado pelo provedor de dados e rankings de educação Times Higher Education (THE). Mas o topo da lista é ocupado por uma universidade chilena.

Treze das 20 instituições mais bem avaliadas pela THE são brasileiras, com Universidade de São Paulo (USP) em segundo lugar, Universidade de Campinas (Unicamp) em terceiro e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ambas empatadas em quinto.

A primeira colocada na América Latina é a Pontifícia Universidade Católica do Chile.

USP e Unicamp aparecem nas mesmas posições que ocupavam no ano passado. UFMG e Unifesp ganharam posições. Já a PUC-Rio, que no ano passado estava em quarto lugar, agora está na sétima posição.

Sete das dez melhores instituições são brasileiras, com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) aparecendo pela primeira vez no Top 10 (as dez mais).

O ranking avalia aspectos como pesquisa, ensino e transferência de conhecimento. No caso das universidades latino-americanas, algumas mudanças são feitas na metodologia, levando em consideração que a região costuma realizar menos pesquisas e que há menos publicação de artigos em inglês do que a média global.

O Brasil é o país com o maior número de instituições que atingiram o critério para serem avaliadas no ranking regional, com 66 no total, seguido por Chile (30) e Colômbia (23).

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20 melhores universidades da América Latina

  1. Pontifícia Universidade Católica, Chile
  2. Universidade de São Paulo, Brasil
  3. Universidade de Campinas, Brasil
  4. Instituto Tecnológico de Monterrey, México
  5. Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil
  6. Universidade Federal de São Paulo, Brasil
  7. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Brasil
  8. Universidade do Chile, Chile
  9. Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil
  10. Universidade Estadual Paulista, Brasil
  11. Universidade dos Andes, Colômbia
  12. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil
  13. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil
  14. Universidade de Brasília, Brasil
  15. Universidade Federal de São Carlos, Brasil
  16. Universidade Nacional da Colômbia, Colômbia
  17. Universidade Nacional Autônoma do México, México
  18. Universidade das Índias Ocidentais, Jamaica
  19. Universidade Federal de Viçosa, Brasil
  20. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Brasil
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A Times Higher Education disse que houve um aumento de 10% no número de universidades da região que preenchem os requisitos para serem avaliadas pelo ranking, o que mostra que “a crescente qualidade da educação superior na América Latina e Caribe é evidente”. Foram 166 universidades avaliadas para o ranking de 2020.

Vinte e uma universidades entraram no ranking deste ano, 11 delas brasileiras. Cinco delas entraram no top 100 pela primeira vez: a Universidade Federal de Uberlândia (55º lugar), a Universidade Federal de Sergipe (62º), Universidade Federal de Juiz de Fora (70º), Universidade Federal da Paraíba (87º) e Universidade Federal do Alagoas (95º).

“Eu acredito que se as universidades brasileiras continuarem mostrando essa diligência, e se elas conseguirem garantir apoio suficiente do governo e do público em geral durante esses tempos extremamente desafiadores, elas vão começar a desafiar algumas das melhores do mundo tanto regionalmente como no ranking global”, disse Phil Baty, diretor de conhecimento da THE.

Ele diz que a crise do coronavírus atingiu as universidades latino-americanas, mas que também ajudou a ressaltar a importância delas na sociedade.

Apesar da boa performance no ranking latino-americano, as instituições brasileiras não se destacam na comparação com o resto do mundo.

No ranking disponível no site da Times Higher Education, a USP aparece em uma faixa entre as posições 251 e 300 (depois da posição 200, o ranking não coloca mais as universidades em posições fixas, mas sim em faixas, pois as diferenças nas avaliações são muito pequenas entre as instituições).

As dez melhores universidades do mundo, segundo o ranking, são todas americanas e britânicas. As cinco melhores avaliadas, na ordem, são: Universidade de Oxford, California Institute of Technology, University de Cambridge, Stanford University e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

No mês passado, outra instituição havia divulgado um ranking mundial de universidades, sem a presença de qualquer brasileira entre as cem melhores.

O ranking QS (Quacquarelli Symonds) coloca a USP como mais bem posicionada, em 115º lugar, seguida por Unicamp (233º lugar), UFRJ (380º lugar), Unifesp (420º lugar) e Unesp (493º lugar).

Nesse ranking, a melhor latino-americana é a Universidade de Buenos Aires, em 66º lugar. Catorze universidades brasileiras aparecem entre as mil melhores do mundo deste ano, de acordo com o ranking.

The Impact Rankings 2020

The Impact Rankings foi lançado no ano passado e são os únicos rankings globais a documentar evidências do impacto das universidades na sociedade, em vez de apenas pesquisar e ensinar desempenho. O ranking deste ano inclui tabelas em todos os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS da ONU, contra 11 metas no ano passado.

Metodologia

Os Rankings de Impacto incluem métricas baseadas em todos os 17 ODS da ONU em três grandes áreas: pesquisa, divulgação e administração.

As universidades podem enviar dados sobre o maior número de ODS possível. O ODS 17 é o único ODS obrigatório para inclusão na tabela geral.

A pontuação final de uma universidade na tabela geral é calculada combinando sua pontuação no ODS 17 com suas três melhores pontuações dos 16 ODS restantes. ODS 17 representa 22% da pontuação geral, enquanto os outros ODS cada um carrega uma ponderação de 26%. Isso significa que diferentes universidades são pontuadas com base em um conjunto diferente de ODS, dependendo de seu foco.

A pontuação de cada ODS é dimensionada de modo que a pontuação mais alta em cada ODS no cálculo geral é de 100.

As universidades devem apresentar seus próprios dados institucionais para serem classificadas. Dados bibliométricos vêm de Elsevier.

 

Com informações BBC News e Times Higher Education

Veja o mapa interativo para ver o desempenho por instituição

Ranking de Impacto 2020

 

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