Após a paralisação das aulas, professores e estudantes enfrentam desafios diários para manter rotina de estudos. A pandemia do novo coronavírus (covid-19) alterou significativamente a forma de ensino aprendizagem desde março, quando os governos estaduais decretaram a suspensão das aulas presenciais nas instituições de ensino e o isolamento social.  Essa mudança impôs uma nova realidade na forma de ensino, principalmente para os educadores do ensino superior em Educação Física.

“Os professores foram dormir no ensino presencial e acordaram no ensino remoto”, destacou o professor Haroldo Simões, conselheiro do CREF-5 e coordenador do encontro.

Mesa Redonda

Em comemoração ao dia do profissional de Educação Física e discutir sobre os desafios do ensino à distância e outros assuntos referente a formação superior em educação; antes, durante e depois da pandemia de Covid-19, o Conselho Regional de Educação Física – CREF-5 realizou, de 31 de agosto a 05 de setembro, o PENSAR EM EDUCAÇÃO FÍSICA, um evento online que reuniu os principais coordenadores de cursos de Educação Física de IES públicas e privadas do Ceará.

A maioria dos participantes destacou as dificuldades, na fase inicial da pandemia, que professores, instituições de ensino e alunos encontraram para lidar com as novas ferramentas de transmissão de conteúdo.

Professor e coordenador do curso de Educação Física do Unigrande Edson Palomares assegura que a experiência com o uso da tecnologia em sala de aula e a participação de alunos e professores da instituição foi fundamental para que o Unigrande conseguisse superar as dificuldades.

“O distanciamento social promoveu a aproximação virtual. É inevitável, não há mais retorno! O Unigrande há muitos anos trabalha com sistema pela internet em todos os cursos, são várias atividades que eram feitas pela internet e a própria presença do aluno ainda é feita de forma digital. Isso já há muitos anos. Então os professores já estavam mais adequados e a gente (do Unigrande) não sofreu tanto esse impacto”.

Os coordenadores das IES públicas que participaram do evento alertaram para a questão social que envolve a educação a distância.

Eduardo Silva (UFC) esclarece que a grande dificuldade de acesso a equipamentos, internet de qualidade e a questão geográfica são obstáculos encontrados por grande parte dos alunos da rede pública de ensino superior.

“A maioria dos alunos (da rede pública) vêm de escolas públicas, alguns com dificuldades financeiras para manter equipamentos e internet paga. Muitos moram em regiões distantes e de difícil acesso a internet. Alguns sequer têm celular para assistir às aulas”.

Ao final do evento professor Simões alertou para algumas atividades que precisam de atenção. Segundo ele, aulas de laboratório; natação; futsal; basquete e vôlei, que exigem maior atenção, estão sendo prejudicadas porque precisam de um acompanhamento presencial, algo impossível de fazer durante esse período de pandemia.

Por Franzé deSousa

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