Seminário Mulheres Empreendedoras

O Centro Universitário Unigrande, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Fortaleza e o Sebrae, realizou, nesta quinta-feira (12), no auditório Beni Veras, o 1º Seminário Sebrae Mulher Empreendedora. O evento teve como objetivo discutir sobre a relação da mulher no mercado de trabalho, na economia do país e a importância do protagonismo feminino na sociedade. O seminário contou com a participação do reitor do Unigrande, Professor Paulo Nogueira, do  secretário Municipal do Desenvolvimento Econômico, Mosiah Torgan, palestrantes especialistas em diversas áreas ligadas ao empreendedorismo e mulheres que conseguiram abrir negócios inovadores e de sucesso. Além da presença das mulheres beneficiadas pelo Projeto Mulher Empreendedora – da Prefeitura de Fortaleza – o público presente pode assistir a apresentação de Leila Navarro, palestrante motivacional.

Mulheres e o mercado de trabalho

O cenário desfavorável com relação à inserção das mulheres no mercado de trabalho formal, a necessidade e o desejo de se tornarem independentes fizeram com que o público feminino enveredasse para o empreendedorismo, movimento que vem ganhando destaque e força na atual conjuntura.

De acordo com os dados do relatório da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM – 2016) Empreendedorismo no Brasil, nos últimos quatorze anos a proporção de mulheres que resolveram montar seu próprio negócio deu um salto significativo, representando 34% dos donos de negócio no Brasil. O estudo demonstra que esse percentual de mulheres empreendedoras contribuiu para que o país ocupasse, em 2018, uma posição de destaque entre os 49 países do mundo – a avaliação leva em consideração os empreendedores iniciais – superando a Espanha, os Estados Unidos, França e Japão e destaca que mesmo com taxas de empreendedorismo menores que as dos homens, as empreendedoras representam, em números absolutos, cerca de 23,8 milhões de brasileiras.

Pesquisa revela desigualdade 

Apesar dos diversos avanços pela igualdade salarial entre homens e mulheres ao longo dos anos, a diferença ainda é considerável. De acordo com dados do IBGE (Estatísticas de Gênero – Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil – 2018), as mulheres dedicam cerca de 80% a mais de horas de trabalho do que os homens, alcançando 19 horas semanais, tem uma maior capacitação profissional e a maioria com ensino superior.  O estudo revela ainda que mesmo tendo uma carga horária de trabalho mais elevada as mulheres ganham remunerações menores que os homens, com rendimento habitual médio mensal de todos os trabalhos no valor de R$ 1.764, enquanto os homens, R$ 2.306. Mesmo diante desse quadro, a pesquisa do Sebrae aponta que o número de mulheres no empreendedorismo vem aumentando.

Na palestra apresentada no auditório do Unigrande, Leila Navarro destaca que “a ocupação desse espaço é um fator crucial para que elas consigam derrubar a barreira da desigualdade de gênero e conquistar o reconhecimento no mercado de trabalho”.

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Por: Franzé de Sousa

 

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